Stylewars capa

Style Wars, foi um nome que sempre esteve presente no meu pensamento desde o início nestas andanças do graffiti. Recordo-me bem de ter lido uma entrevista ao lendário SEEN e a referência que este, no documentário “Style wars” era considerado um dos melhores writters naquela altura (King of the Kings).E eu lá fiquei com o bichinho a perguntar-me cá dentro o que seria o tal Style Wars.
Os tempos passaram e vim a saber que se tratava de um documentário acerca de graffiti e há pouco menos de um mês vi-o pela 1ª vez, e fiquei completamente deliciado com o o que vi. Está realmente fantástico pois contrapõem perspectivas dos writters, dirigentes autárquicos, policia, críticos de arte, jornalistas, simples transeuntes, utentes do metro de Nova Iorque e até uma mãe de um writter. E daqui surge o título”Style Wars” pois deve-se à oposição de opiniões entre os writters e Nova Iorque inteira e a competição interna entre os ele, num jogo de afirmação pessoal perante os seus pares, logo existiu uma guerra entre os writters e o resto da cidade e a sua própria guerra de estilos.
Todo o documentário tem um fio condutor excelente e todas as explicações estão muito bem colocadas, obtidas de um trabalho bastante pormenorizado e rigoroso.
O graffiti é devidamente enquadrado na cultura HipHop, são apresentadas as 4 vertentes com especial realce para o B-Boying, em que surge a competição entre entreRockSteady CrewDynamic Rockers,o djiing e Mciing são apresentados quase como um só e o graffiti, era sem dúvida alguma, a “ovelha negra da família”, isto é, aquela que causava maior controvérsia.
Tudo começa na década de 70 em Nova Iorque por Taki 183 que inscrevia nas paredes o seu tag, ( nª era correspondente ao nª da sua porta), e acabando com este a ser conhecido em toda a cidade, pode-se dizer que a moda pegou e a partir daí foi um festival de tagging, surgindo outros nomes como Papo 184,Junior161,Cay161,Stitch I, e duas raparigas Barbara62 e Eya62.A partir daí podemos designar a década de 70 como a década dos pioneiros e de desenvolvimento de estilos.
Uma nota especial, Taki 183,cronologicamente,não foi primeiro mas sim aquele que alcançou maior notoriedade tal como o documentário relata.
È-nos demonstrado diferentes perspectivas de vários writters com destaque paraSkeme,Seen,Dondie,Case2,Dez mais conhecido actualmente por Dj Kay Slay e o detestado CAP.
È captada toda a preocupação de uma mãe e a sua oposição as actividades do filho(Skeme), mas não é por isto que este deixa de o fazer, sendo completamente sincero com a sua mãe, não omitindo o seu estatuo de writter e as suas opiniões bem traçadas.
Seen e Dondie tinham grande reputação, tudo graças aos seus trabalhos e no documentário aparece-nos SEEN com colaboração de DUST na elaboração de um grande “Fame”.
Case2 era um caso sério de talento pois só possuía um braço, o que não o impedia de ter uma vocação notável para o graffiti, sendo altamente respeitado no meio pelo seu estilo fantástico, por vezes praticamente ilegível, mas de uma qualidade tremenda.
DEZ na altura possuia uns tenros 16 anos e fazia-se acompanhar por TRAP de 14 anos, ambos se distinguiam pela sua juventude, mas em toda a filmagem surgem elementos que se destacam pela sua juventude e conhecimento profundo do graffiti em Nova Iorque.
E deixo para o final, CAP, o mais controverso e de entre todos aqueles que pertenciam aquela realidade, era simplesmente o mais detestado porque tinha uma personalidade muito forte e peculiar, e uma postura perante o graffiti muito diferente de todos os outros.
Por suas palavras, ele diz-nos que as suas preocupações estéticas e qualitativas naquilo que fazia eram completamente secundárias, o que interessava é a quantidade, o seu lema era “Mais e mais”, ou seja, não interessa a maneira como o faz mas sim a quantidade e foi aqui que começou a ser detestado pois o seu lema levava-o a crossar tudo e todos, por vezes certos writters tinham acabado de pintar as suas cenas e mesmo antes de os comboios irem para circulação já as pinturas estavam crossadas, o que causa uma sensação de frustração enorme e um desperdiçar de recursos para aqueles que levavam a actividade a sério. CAP não tinha quaisquer remorsos, nem sequer arrependimentos, pois era a sua postura e ele próprio não se designava “Graffiti artist” mas sim “Graffiti Bomber” e também por “King of Bombing”.
O documentário descortina também o preconceito que os writters eram todos negros e hispânicos e que também existiam muitos brancos a fazê-lo, retrata igualmente as primeiras galerias de arte a exporem graffiti e a oposição do Mayor Koch e das autoridades(MTA) à actividade ilícita dos witters e todas as suas estratégiass desde campanhas publicitarias, vedações duplas com arame farpado, cães entre as vedações e limpeza regular das carruagens. Tudo isto contribuiu para o decréscimo das pinturas e o ‘bombing’ em ‘Trains’ passou a ser preterido e começou-se a procurar outros suportes mais viáveis.
Estas medidas serviram eficazmente para diminuir a actividade dos ‘graffiti writters’ em comboios mas isso jamais iria acabar com o graffiti, tal como comentaram os intervenientes no documentário, pois este já fazia parte da cidade e já se tinha tornado numa imagem de marca para todo o mundo e partir daí foi-se reformulando e expandindo até ser aquilo que é hoje, apesar de todas as inciativas de abafá-lo.
Para terminar deixo uns versos que vi numa parede à uns anos

‘Graffiti é arte
Arte é cultura
Tentam abafa-la
Mas ela perdura!!!’

Nota final:Filme imprescindível de ser visto…

Fonte : http://primouz.blogspot.com/

Trailer:

Para desconpactar estes arquivos precisa do programa que pode baixar neste link: http://www.fileinfo.net/extension/sitx

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Sobre bboybenthien

Trabalho na area de produção de eventos e design digital e gráfico, possuo minha própria produtora por onde realizo meus trabalhos, sou autodidata em todas as areas que desenvolvo projetos e trabalhos. Desenhista, web designer, decorador, projetista e iniciando na area de VJ. E dentro da cultura Hip-Hop sou dançarino de break dance desde de 1998, integrante da Foot Work Crew um dos grupos percurssores da dança em Curitiba. Participo de campeonatos e matenho vivo o estilo original de dançar.

Uma resposta »

  1. Boa Noite,

    Tava aqui de passagem e vi o texto que fiz em tempos acerca do documentário lendário Style Wars. Fico agradecido pela publicidade ao meu blog. Aproveito também para te dar os parabéns pelo trabalho que tens desenvolvido aqui porque tem muita informação compilada importante.

    André silva ( Primouz )

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